Olá marujos! Hoje eu cheguei mais cedo que todo mundo e montei quase toda a estação inteira. Mesmo tendo uma facilidade ainda é complexo pegar o tempo das coisas. Entendam, enquanto você faz sua estação, a cozinha está bombando preparando os partos todos que precisam ser servidos para todas as estações. Neste meio tempo você está pondo as coisas e caçando pirófilas...
Nesse meio tempo é que eu fio perdido pois as coisas vão saindo e eu não sei bem quando eu tenho que pegar. Fora que algumas coisas só se podem por em pirófilas especiais. Por exemplo: feijão pela manhã e baked pasta (macarrão assado) são servidos nas pirófilas pequenas. E quem disse que de manhã vc acha as pirófilas pequenas? Complexo...
Enfim. Pela tarde a gente revesou, eu fui almoçar e na volta passando alguns minutos (horas na verdade o tempo aqui não existe como aí) fiquei sabendo que nós três que estávamos no buffet fomos chamados para ir trabalhar no restaurante de noite.
Troquei de roupa, lavei minhas meias no balde e desci em Bari para tentar achar um ponto de internet. Descendo você sai nas docas (que é bem diferente da nossa de Santos acreditem). Perguntando por lá e rebolando no italiano e no inglês me informaram que no terminal, talvez tivesse um ponto de acesso (internet point).
Ainda neste mesmo esquema entre frases em português, italiano e inglês eu encontrei uma loja que vendia os acessos telefônicos de 5 euros para tentar ligar para casa. Com a ajuda de uma intérprete que estava no terminal e que falava muito mal português, cheguei numa lojinha onde havia um senhor que já estava fechando a loja por que ia comer.
Foram os “tchinque minuto” (5 minutos) mais longos da minha vida. Fiquei lá parado, esperando e nada. Depois voltou um um muleque e me atendeu. Paguei o cartão e tentei ligar pra casa. Quem disse que consegui?
Primeiro você liga para um número, depois digita um PIN (que é um número de acesso) e depois liga pra casa. Coloquei 55 15 13 + o número de casa e nada. Dava uma mensagem que eu teria que ligar para um número válido. Tente só 0 55 + o número de casa e nada. Tentei de tudo quanto é jeito, tudo quanto é forma e aí me deu um certo desânimo, uma vontade de chorar por não conseguir falar com vocês, com minha família.
A saudade não aperta tanto, mas a saudade mais a sensação de impotencia me deu vontade de chorar... Aguentei, voltei até a porra do telefone e liguei de novo. Nada feito, a mesma mensagem maldita do mal...
Lá mesmo no terminal, descobri que o ponto de acesso mais perto fica perto da universidade de Bari, só que fica longe e demora. Agora é tarde, tenho que me aprontar para ir para o restaurante. To com o Rafa Greghi aqui no Crew bar, a gente tá combinando de ir para o restaurante junto.
Mais um desafio, mais umas coisas para aprender. Até mais marujos!
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