sábado, 18 de julho de 2009

Dois dias em terra – Santos, SP - Brasil

Olá marujos!

Cheguei em casa e logo após descansar um dia inteiro, fui já para nova viagem mas dessa vez mais próxima, fui para Pirassununga, onde estava tendo uma festa de boas vindas para a Aninha.

Só para não deixar esquecer. A menina que estava do meu lado no avião era a Lourdes de Pelotas/RS, estava fazendo um intercâmbio em Portugal e comoacabou o intercâmbio ela voltou para casa. Ela me mostrou várias fotos dela em diversos lugares do mundo, como França, Itália e Espanha. Menina legal. Do meu outro lado estava o Sr. Hamms, Alemão de visita ao brasil, estava indo para Belém/PA também a negócios, entende pouco de português, mas o que me deixou curioso é o que deve estar acontecendo em Belém para o pessoal ir para lá. Um passageiro também alemão, só que no navio, também tinha me dito que já tinha ido a Belém a negócios...

Enfim, a festa da Aninha durou dois dias e teve muito churrasco e bebida e Guitar Hero! Meu Xbox 360 fez sucesso lá com a galera do interior. Sabe, em terra é muito bom ver as mudanças que ocorreram enquanto eu estava embarcado, principalmente as mudanças em mim.

Tenho um bilhão de dúvidas na cabeça, mas graças a Deus a noites de sono compesaram e meu corpo não dói mais. Amanhã de manhã quero ir na praia, ao banco e a academia O2 pra ver o meu sensei e o resto do pessoal. Já conversei com o Yuri na net (ele estava no México) e foi legal, ele escreveu tudo em espanhol e eu saquei muita coisa.

Sabe, esse tipo de coisa que eu não quero perder, as coisas boas que ficaram dessa experiência única que foi trabalhar embarcado. Confesso que dá vontade de voltar por diversos motivos. Grana, liberdade, experiência e apesar de me enganar pensando que ainda é muito cedo para pensar nisso, cada dia que passa é um peso na consciência.

Como disse são muitas dúvidas ainda que eu tenho, mas de qualquer modo amanhã eu vou conseguir sanar algumas delas. Tenho também, obviamente que mandar uma série de e-mails para meus contatos no navio e organizar melhor o blog. Tenho um pré-projeto de transforamr isso tudo aqui em uma publicação de papel. Por que não?

Vou também tardiamente responder aos comentários de vocês no que diz respeito às duvidas de lá de dentro e ainda escrever mais coisas que eu lembrar. Essas são minhas propostas.

Bem, atualmente estou aqui não conetado em casa por que eu preciso configurar a rede do PC com o laptop. O PC está desfragmentando então vai demorar um tempinho para eu poder fazer isso. Enquanto isso, cá estou eu escrevendo, mas já fiz várias coisas antes disso. Uma delas foi não ver o Fantástico. Trabalhar no navio te deixa MUITO mais seletivo com o que fazer com seu tempo.

Bem me vou por hora.

Até mais marujos!

Não há melhor lugar que o nosso lar – fim de viagem – 18h31 brasil, 23h31 local bem acima de Luxemburgo no avião

Olá marujos!

Escrevo a vocês do avião. Estou sentado bem no meio novamente na cadeira 36J entre um senhor que parece ser alemão e uma menina espanhola ou algo assim. Ainda não puxei conversa com nenhum dos dois mas temos muito tempo de voô e não é necessário se preocupar.

Estou com sono e daqui a pouco vou tentar me ajeitar mas a cadeira é realmente muito ruim para isso. Tinha até me esquecido como é isso. A aeromoça está passando uns paninhos umedecidos agora, já peguei um e usei. Vão passar 3 filmes daqui a pouco mas sabe-se jesus se eu vou ver. No momento eu estou ouvindo a estação 5 do canal de músicas da luftansa. Tem umas músicas legais, mas eu já estou cansando delas também. Acho que vou jogar um pouco e depois eu volto.

A menina ligou o laptop dela. Invejosa! Huuhahuuhaha brincadeira, depois eu puxo assunto com ela. Tchau procês. Depois eu volto.

Até mais marujos!

Finito la Musica – 287º dia – 15h15 brasil, 20h15 local Frankfurt, Alemanha

Olá marujos!

Consegui! Terminamos a saga que nos propormos a começar há tanto tempo atrás. Em retrospectiva, conseguimos o lunch off com o Maitre´D em Pireus, o que nos rendeu a nossa ida à Atenas. Combinamos com o Clayton e a Roberta (que é uma menina nova do buffet) para irmos lá.

Pegamos o caminho que conhecíamos e quando nos perdíamos perguntavamos aonde deveríamos ir. Tudo o que sabíamos é que nós teríamos que chegar ao metrô. Chegano no metrô a primeira coisa que foi novidade para mim é lance dos bilhetes.

Existe uns postes para validar o bilhete e do lado o guichê. É tudo aberto e só tem um segurança na porta de boa conversando. Tudo a vista para que você passe direto sem pagar, nota, a passagem custa apenas 1 Euro. Olhando mais atentamente você percebe um aviso em inglês e em grego que se o bilhete não for validado e a sautoridades te pegarem você só paga 60 vezes o valor do bilhete.

Como não era a gente que ia se queimar por 2 euros pagamos com prazer! Chegar em Atenas (Acrópolis) é muito fácil de metrô. De Pireus você vai direto até a Estação Ominia e faz a baldeação para a linha que vai para Agios Demetrios, de lá é só descer na terceira estação que é Acrópolis.

Gente, Atenas é fora de série, saindo do metrô você dá de cara com uma fila que é a entrada para a Acrópolis. A entrada é 12 Euros e dá direito a conhecer 6 atrações diferentes. Duas são dentro da própria Acrópolis.

Tenham em mente entretanto que estamos falando só de ruínas, então a primeira impressão que temos é um pouco decepcionante, mas quando você começa a andar e a ver as ruínas do teatro de Demetrios e as estatuas e todo o resto meu Deus. É fora do comum.

Para aqueles que tem pouco tempo, que foi o caso do Clayton e da Roberta, eu aconselho a esqeuecerem tudo. Subirem desesperadamente as ladeiras da Acrópolis para ver o Pathernon. Não existe palavras para descrever o Pathernon que está conservadíssimo. Aliás durante todo o momento você verá dentro dos sítios vários profissionais restaurando e conservando os monumentos.

Aquelas pilastras enormes a menos de um palmo do meu nariz praticamente me forçaram a tocar no mármore, ignorando os bilhões de menagens de Não Toque espalhadas por lá, eu toquei no mármore e levei uma puta bronca dos seguranças.

Nota que o chão do lugar é todo de mármore também, mas bruto sabe? Fantástico, escorrega muito aquilo lá, mas é muito bonito de se ver. De lá fomos para os outros lugares como o Templo de Zeus e Agora Romana que era um centro comercial antigo. Fomos ainda a outros monumentos que eu não me lembro o nome, mas o melhor de tudo é que todos eles são integrados a cidade e isso torna tudo muito mais bonito.

Ontem, nosso último dia, aproveitamos muito o dia em Dubrovinik em que voltamos à praia, apresentei a gruta e a pedra em que os moleques pularam na semana anterior. Dessa vez pintou por lá a maior galera do restaurante, do cleaner e do buffet.

Tiramos várias fotos mas o ponto alto foi o pessoal pulando da pedra de novo e dessa vez eu pulei. Marujos! É absurdo a altura. Parece que você não cai nunca na agua, dá um frio no estômago, o coração acelera e do nada tchibum! Finalmente agua. A emoção é única, fora de série. Pena que não deu pra filmar meu pulo e do Marcelo por que acabou a bateria e a memória da camera da aninha, mas tudo bem.

Meu último sitting foi tranquilo me despedi de todos do restaurante e servi todos com muito prazer. No Final ganhei um grande abraço e uma gorjeta do Bambang. Minha última. 40 euros! Muito bom, nem esperava tudo isso.

Hoje de manhã nem fomos trabalhar e nos aprontamos e seguimos todos os procedimentos de desembarque. Que claro teve que ter alguma enrolação por parte da organização do navio que não achava de jeito nenhum uma parte da bagagem minha que eu tinha deixado na gangway, mas no fim deu tudo certo.

Pegando as passagens duas surpresas. Um que eu e a aninha iamos em vôos diferentes e o outro é que ela recebeu um 4º Warning e portanto foi desembarcada. Apesar do susto não teve nada demais e a passagem dela já estava em mãos e um Shuttle Bus nos trouxe até o Aeroporto de Veneza.

Na pesagem, nada fora do normal fora o fato que eu tive que comprar mais uma mala para dividir o peso. Crew Members como nós marinheiros tem direito de levar até duas passagens com 23 quilos cada. A minha sozinha estava com 30.

Do aeroporto de Veneza me despedi da Aninha e vim para cá, Frankfurt mais uma vez, e agora estou aqui esperando meu vôo. Aqui em Frankfurt está tudo tranquilo. Tem muitos brasileiros esperando o vôo para voltr para casa. Daqui a pouco espero ver todos vocês!

Adeus MSC MUSICA! Até mais marujos!

Causando o caos no último Mikonos – 285º dia – 20h34 brasil, 02h34 local Mikonos indo para Pireus

Olá marujos!

Agora entra a parte em que é o último tudo e eu estou me portando de mal a pior com essa raça de italianos filhos da puta que me fizeram sofrer durante minha estadia aqui, tornou-se uma coisa meio que pessoal. Infelizmente as açoes que eu tenho tomado tem também atingido certas pessoas que nada tem a ver com isso mas de qulquer modo de modo geral eu estou ganhando.

Não consigo dormir, minha cabeça não para de pensar m uma série de coisas, a principal delas é voltar para casa e o que fazer depois disso. Neste meio tempo também penso em como suavisar algumas situações e como fuder ainda mais com alguns cretinos ignorantes.

Bem, hoje eu deliberadamente faltei no almoço, que era no buffet. Eu estava escalado para fazer possata que é super de boa, mas como eu também estava cansado demais, com muito sono e muita dor nos ombros e nas pernas acabei decidindo voltar para cabine e dormir maravilhosamente bem.

Neste meio tempo o Luigi ficou me procurando que nem um cachorro louco e enchendo o saco da Ana para saber onde eu estava. No fim das contas, quando voltei ao Buffet para a janta, o Luigi me avisou que eu ganhei um Warning. Toquei um Fod**-se por que eu não vou assinar NADA. Faltam menos de 48 para eu ir embora deste lugar e não vai ser agora que eu vou me preoucupar com isso.

Confesso que depois fiquei um pouco chateado pela Aninha. Ela joga certinho, pelas regras, e ela está certa, e acab respondendo por algumas coisas por mim. Sabe ela briga comigo mas ela não aguentou nada do que eu tive que aguentar aqui, dos 8 meses dela aqui 6 foram uma maravilha pra ela e ela acaba não entendendo uma série de coisas.

Agora a coitada está morrendo de dores na pernas e no ciático. Essas dores que aparecem agora pra ela, já estavam comigo a muito tempo. Mas eu entendo que são dores e que ela precisa descansar e não preguiça como eu tive que ouvir várias vezes. Eu não podia descansar, eusempre tinha que fazer alguma coisa. Ou trabalhar ou sair ou o que seja.

Por falar em chefe ainda no buffet a noite arranjei mais encrenca. A aninha conseguiu uma coca light e eu fui trocar no bar. Aé aí normal, mas acontece que a Captain Station viu e ficou no meu pé me enchendo o saco. Deixa eu explicar uma coisa para vocês. Essa mulher é uma waitress romena que chegou a 28 dias atrás junto com o novo staff do Maitre Novo. Acontece que só por que dá o rabo pro Assistente do Maitre em menos de 1 semana ela virou Captain Station. Hum... fácil subir assim né?

A vaca veio toda cheia de moral querendo se impor pra cima de mim falando se eu sabia quem ela era, que ela é a Sra. Captain Station. Neste momento eu dei risada por dentro. Eu deveria sentir medo? Chorar? Ou imaginar ela com um corselete de couo, máscara e um chicote de nove pontas? Para mim filha você é uma puta mulher feia vestida com uniforme masculino.

De qualquer modo troquei a coca e fugi quando ela me deu uma brecha. Pena que quem me deu esta brecha foi a Ana e oAnibal, que é outro C.Station de boa. Depois eu encontrei a Ana que ficou lá pra me defender e ela me contou que ela inventou que eu roubei a coca do bar e etc, etc etc.

Convenhamos que a Ana também não tem sorte viu?! Já falei pra ela que ela não tem que ficar pra me defender das minhas cagadas senão acaba sobrando pra ela. Bem a parte boa é que no restaurante eu encontrei o Maitre D e ele me disse que o Off de amanhã para mim e para a Aninha (para a gente poder ir para Atenas) já está marcado! Uahuahuahuahauha. Amanhã só alegria e fotos!

Saindo em Mikonos a primeira parada foi no Kadenas Café onde testamos a internet Wi-fi do iPhone da Aninha. É muito legal, pena que tudo se paga para baixar, poucos aplicativos são de graça e nenhuma música é free. Depois fomos ao Boutiksa, que é a creperia que a gente ia toda semana. Comemos nosso crepe e nos despedimos dos nossos amigos. De quebra ganhamos a receita da massa do crepe para tentar fazer em casa. Segredo de estado.

Passeamos pelas ruazinhas gostosas e a Aninha ficou a maior parte do tempo ainda tentando encontrar um presente que agradasse ela para ela dar para a mãe dela e o Pedro. No fim entramos na balada dançamos um pouco e o Jim apareceu (que é um dos donos da Creperia) e pagou uma bebida pra gente. Contatos é tudo, o cara até ofereceu a casa dele pra gente ficar lá nas férias.

Voltamos tranquilamente para o navio e aqui estou deste então rolando na cama tentando dormir um pouco mas a ansiedade não deixa. Pelo menos não estou fisicamente cansado graças ao meu sono matutino. Vou sentir falta de mikonos, mas vou voltar assim que possível para curtir de verdade essa ilha que eu só conheço uma parte da baia.

Vou tentar dormir agora, se bem que já estou vendo que não vai dar certo. Quem sabe ler ajuda a dormir não é?

Até mais marujos!

Só mais uma vez! – 281º dia – 03h31 brasil, 08h31 local Veneza, Itália

Olá marujos!

Entramos finalmente na última semana de contrato. Esta é minha última Veneza trabalhando graças a Deus. Gente, anteontem voltei a praia de Dubrovinik e dessa vez foi ainda melhor, fomos a dois lugares novos. Um é um pico onde os moleques ficam mergulhando mas é muito alto, tipo uns 15 metros de altura, eu não pulei, mas fiquei dando a maior força pro pessoal pular!

A outra é uma gruta muito legal e muito bonita, mas para chegar lá tem que ir nadando. Nada demais para quem fez 11 anos de natação. O que mais me expanta é que depois de tanto tempo sem nadar eu ainda consigo ser muito mais rápido do que a grande maioria da molecada toda do navio.

De qualquer modo, a gruta é muito legal e o Alisson fez umas filmagens da gente lá, depois quero pegar esse filme com ele. A Aninha palhaça não foi, preferiu ir no castelo pra ver umas coisas lá. Dubrovinik cada vez me encanta mais!

Essa semana é a semana do Não Me Interessa. E já temos várias coisas planejadas entre elas ir para Atenas quando chegarmos em Pireus, ir na alada e pegar a receita de crepe em Mikonos e voltar a praia de “Dudu” e conhecer mais outra praia que tem por lá.

Ah como é bom estar no final dessa jornada. Vou sentir muita alta desses lugares todos que eu fui e de uma parte do pessoal que está aqui. No fim algumas pessoas farão falta, pessoas que eu não gostaria de esquecer e de perder contato, mas aqui é assim mesmo.

Nostalgias antecipadas a parte, deixei meu saco de pancada aqui com o Lucas pra pegar de volta quando estiver no Brasil. Então eu voltarei ao MSC MUSICA mas dessa vez como visitante e só para pegar minhas coisas.

Essa semana que entra a única coisa que eu quero fazer bem é tratar meus passageiros e ter a sorte deles serem bem misericordiosos e darem uma gorjeta bem poupuda no final de tudo assim eu volto pra casa mais feliz, alegre e com mais dinheiro no bolso!

Bem, me vou,

Até mais marujos!

O Início, o Fim e o Meio – 275º dia – 09h55 brasil, 14h55 local Bari, Itália

Olá marujos!

Na realidade faltariam ainda mais 2 horas para eu poder colocar o pé pela primeira vez neste navio, mas neste momento em retrospectiva faz exatamente 9 meses que eu estou aqui. E assim desde o principio, desta viagem, destes 275 dias, que se fazem deste meu diário de bordo, um grande aniversário.

Obviamente eu não tenho 275 entradas neste diário por razões que eu já expliquei anteriormente em todos os meus posts mas acredito que este tenha feito um trabalho razoável no que se diz respeito a informar vocês o que acontece aqui dentro do navio, principalmente no MSC MUSICA.

É engraçado como olhando para trás você entende o quanto que se passou. Do saber nada sobre nada e agora neste estágio de começar a entender por cima como as coisas realmente funcionam. Como eu disse isso aqui é um universo e existe muita mais coisas entre o mar e a terra do que um dia shakespeare poderia um dia filosofar.

A sensação que eu tenho é que realmente nada se equipara com o viver isso aqui. Toda a informação que eu tive na agência e todas as experiências anteriores que me foram passadas (mal passadas convenhamos, mas mesmo assim) não se equiparam com o que é isso aqui.

Muita gente deve estar pensando que eu exagero, que não deve ser tão dificil assim, que é normal e etc. Bem, entendam que antes de vir para cá eu pensei que trabalhar 17 horas por dia em média seria difícil, mas não impossível.

Acontece que eu não tinha noção do que é dormir apenas 4 ou 3,5 horas por dia, comendo mal, não durante um dia, uma semana ou um mês, mas por 275 dias direto, sem sábados, sem domingos, muitas vezes se conformando e dando graças a deus porque consegui 3 horas de folga quando acontece um off. Isso sim é impossível.

Entretanto me espanta a capacidade do ser humano. Eu não sou o único que aguentei até aqui e tem gente que quer e vai voltar com certeza. Depois do que você aprende aqui tomando porrada neste tempo todo, voltar a trabalhar no navio, por incrível que pareça não é uma má idéia. Entretanto confeso que não é meu desejo, a não ser que seja extremamente necessário.

Enfim este post é para celebrar a grande conquista minha e de todos vocês que torceram pra mim pela finalização do meu contrato. Volto para casa em 13 dias a partir de hoje, mas a sensação de dever cumprido para mim já é fato. Faço o máximo para minimizar minhas falhas neste últimos tempos e ainda hoje começo a preparar as malas.

Enfim me vou, obrigado por tudo.

Até mais marujos!

Vamos a lá praia em Dubrovinik – 268º dia – 10h10 brasil, 15h10 local Dubrovnik, Croacia

Olá marujos!

Escrevo meio estranho, meio sem vontade de escrever, mas algo que eu não onsigo explicar me movu até o computador e me fez escrever o que escrevo agora. Gostaria de dizer que passei uma excelente manhã em Dubrovinik. Hoje depois do general cleaning encontramos o Ricardo e ele estava combinando de ir na praia de Dubrovinik com uns hondurenhos e mais uns outros moleques.

Engraçado que nesse tempo todo eu nunca tinha ouvido falar na praia de Dudu (que é como eu chamo carinhosamente esta cidade linda) de qualquer modo eu fui junto com a Aninha e o pessoal todo.

Chegar lá é simples, é só pegar o Shuttle Bus até a cidade velha e mais uns 10 minutos de caminhada pelas ruas de Dudu e tá tudo certo. O caminho até a praia já vale por si só. Dubrovinik é muito bem asfaltada e todas as ruas tem flores e árvores muito bonitas. Subimos e descemos uma ladeira em que dava uma visão perfeita dos muros da cidade velha que é fantástica. Tirei muitas fotos com o celular. (60 no total + 1 filme)

A praia em sí não tem areia, na verdade são só pedras, que machucam o pé descalço aliás, mas é muito bonita. Pertinho dali tem uma casa que é um bar, tipo quiosque e uma ducha de agua doce. O lugar todo é muito bonito e a agua é extremamente clara, e gelada diga-se de passagem, tanto que a mais de 5 metros de profundidade dava para ver o fundo perfeitamente, eu sei porque eu mergulhei.

Hoje o dia estava maravilhoso com o tempo bem ameno e sol quente, mas agradável o que proporcionou para todos 1 horinha bem relaxante para nossa vida de crew. Dica para os marujos é exatamente essa. Quando puder e for acessível, vá a praia dar um mergulho no mar, parece que os pesos nas costas e extresses suavisam de um modo que não dá para compreender. Melhor se você estiver em grupo como a gente estava.

Com o pouco tempo que nos restava voltamos, mas já está combinado para semana que vem voltarmos à praia de Dudu dar um mergulho levando mais pessoas. Os gringos vão ficar em choque com a quantidade de brasileiros no lugar.

Beijos a todos vou dormir um pouco.

Até mais marujos!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Terça-feira, 07 de Julho de 2009

19h12 no Brasil.

Olá pessoal. A vida a bordo chegou ao fim, e nem é por isso que vou abandonar esse blog. Acho que pelo menos um post sobre a chegada de volta em casa é merecido aqui.

Bem, o final da última semana foi um pouco complicado. Os chefes pegando no pé e a gente tentando fugir o máximo possivel pra aproveitar o que podia. Fomos pela última vez na praia de Dubrovnik, e o Igor pulou de cima de uma pedra de uns 15 metros de altura. Que medo!

No dia de ir embora, em Veneza, saimos do navio as 9h30 da manhã. Cheguei no aeroporto por volta das 10h30 da manhã e meu vôo só sairia as 19h05. Putz, foi realmente cansativo.

Eu e o Igor viemos em vôos diferentes. Ele foi por Frankfurt na Alemanha e eu vim por Roma. Era pra eu chegar no Brasil por volta das 5 da manhã, mas meu vôo atrasou 2h em Roma então cheguei as 7h.

Quando cheguei estavam todos me esperando, com uma linda faixa com meu nome, escrito saudades e que me amavam... nossa, meus olhos encheram de lagrimas.

Tudo correu bem, eu estou em casa novamente. E confesso é por melhor que seja, é estranho. Acabou a sensaçao de estar confinada e presa, de dever satisfaçao e nao poder fazer nada errado.

Mas eu sinto um vazio muito grande. As vezes dá vontade de chorar. E não é de saudades. É só um sentimento estranho dentro de mim.

É, amigos, passou... acabou! E em pensar em tudo que passamos por lá, eu sei que saimos vitoriosos, porque NINGUÉM, nunca vai saber na vida o que é passar por tudo aquilo. É diferente de tudo que se vive na vida. Tanto de bom, quanto de ruim.

Foi bom, e eu agradeço ao Igor que me deu suporte e força quando eu mais quis desistir. Ele que sempre esteve do meu lado.

E fica saudades dos que fizeram diferença na minha vida lá dentro.

Um beijo a todos e até um próximo post.