Olá Marujos!
Hoje foi um dia interessante. Um dia interessante, porque minha noite foi desastrosa. Buffet foi normal. Cheguei atrasado como sempre, o Rafael Siu (Capo) não falou nada, o Pietro (HeadWaiter) também não, pus minha “farda”, que é o avental e as luvas
de plástico, e a touquinha de Dona Florinda e fui trabalhar na linha.
Tranquilasso. Acabando o período do buffet fui pra cabine e me troquei, tentei descer em Kos, mas a porra do barquinho (tender) demora 20min para ir e mais 20 pra voltar. Saí do Buffet 10h30 e tinha que voltar 11h30.
Batendo um papo com o segurança ele me convenceu a ficar que era melhor. Ainda vou ter mais um chance de conhecer Kos. Todo mundo que desce diz que é muito bonito e legal e etc etc etc. Quero ir!
No O´Leandro pela tarde eles dividiram o restaurante em 2. Primeiro a gente desloca o pessoal para um lado, e depois que enche, abre o outro. Foi tão sussa que eu nem trabalhei, mas tive que ficar lá esperando de boa caso alguém aparecesse e nessas horas que eu não sei o que é pior, atnder clientes ou ficar parado morgando eperando as horas passar e torcendo para alguém não chegar nos 48 min do 2º tempo.
Acabado tudo voltei para cabine e dormi para o dinner. Primeiro sitting legal. Trabalho pra cacete por que em uma mesa tinham 10 crianças e voc^precisa ser um pouco mais rápido porque elas tem muita fome e pressa! Ganhei 1 euro do Marabaya que ele dividiu comigo, ele tinha ganhado 2 euros (tá vendo como foi bom eu ter dado gorjeta pra ele?).
Segundo sitting, tudo ia bem até que uma mesa pediu 3 cocas e 1 sprite. Peguei a bandeija peguena, fui até o bar e servi a Sprite, servi a primeira Coca, quando eu tirei a segunda coca da bandeija e coloquei na mesa a bandeija com a última coca virou em cima do passageiro. Um menino. Filho do casal que estava na mesa.
Eu dei um banho de coca cola no moleque fora o que a coca que eu coloquei na mesa virou também e caiu banhando um pouco da mãe que estava do lado mais a bolsa e outras coisas mais. Enfim, o caos. Falha crítica decisiva.
Primeira coisa foi perguntar se todos estavam bem, depois pedi um mega trilhão de bilhão de quinquilhão de desculpas pra mesa que eu servi e para as mesas que viram acontecer. Limpei a mesa e já fui decidido a pagar 2 cocas do meu bolso para aquela mesa.
Chegando no bar dentro da cozinha expliquei para Paula o que tinha acontecido. Nota: Paula é uma brasileira namorida de um italiano que trabalha no como Wine Keeper. Ela pediu para eu explicar pro cara das bebidas e ver o que acontecia.
Nem fiz isso por 2 motivos. 1 que o cara que fica na bebida é um hondurenho, grosso, mal encarado, que naquela situação, mesmo explicando, se muito eu teria apenas 20% de chance dele me dar uma coca na faixa e 2 a fila estava muito grande e eu precisava daquelas cocas na velocidade da luz.
Voltei pro bar onde eu peguei inicialmente todos os pedidos. Lá trabalha um indiano e eu sei que os indianos são mais coração que os hondurenhos. Expliquei a situação pro cara, mas falei que eu que ia pagar. Ele encheu os dois copos, pegou meu cartão, olhou prum lado, para o outro, me devolveu o cartão e mandou eu sair fora dali na boa.
Voltei pra mesa e servi novamente as cocas, mas a mãe e o filho não estavam mais lá, só o pai. Pedi novamente desculpas, que eu sentia muito, mas o pai falou que tudo bem, acontece que estava tudo bem. Eu expliquei que eu trouxe as duas cocas por minha conta e deixei na mesa.
De fundo eu reparava os outros waiters rindo e comentando o fato, mas nem liguei. Continuei fazendo meu trampo. Quando o muleque voltou pra mesa perguntei se ele estava bem e respondeu que sim, aí eu senti que o clima melhorou e voltou ao normal, só um pouquinho negativo ainda, mas bem melhor que a sensação de antes.
No restante da noite eu fiz de tudo para fazer o melhor, mais rápido e mais educado que eu podia para aquelas mesas que eu estava atendendo. Sim. Para aquelas mesas. Porque mesmo que o acidente tenha acontecido em uma, a outra viu. No fim tudo estava normal e o paizão pediu mais uma coca.
Voltei para o bar do indiano e falei que queria mais uma na minha conta. Ele encheu e me deu novamente de boa. Legal, fiquei hiper feliz. Voltei pra mesa, fiz a cerimônia toda de com licença, por favor e obrigado e entreguei a coca. Só me convenci que estava tudo bem por que nesse instante estavam todos da mesa conversando e rindo novamente. Legal.
No fim da noite, limpei todos os talheres, pratos e taças, estação eside job. Tudo de praxe, mas tinha uma coisa que eu não poderia deixar de fazer. Voltei pro bar do indiano e ele nem me viu chegar. Cheguei junto dele e estendi a mão, ele me deu a mão, eu apertei, olhei nos olhos dele e disse obrigado. Ele perguntou: - Pelo quê? Eu disse: Você sabe pelo quê meu amigo, mais uma vez obrigado, muito obrigado.
No fim, a mesa ficou feliz, o indiano ficou feliz, eu fiquei feliz e ileso e monetariamente intacto. Eu só nõ reverti ainda mais a situação porque o Marabaya quer terminar tudo muito rápido, mas mesmo assim eu consegui tudo isso com: com licença, por favor e obrigado.
Então senhores, mais uma vez, se quiserem vir para cá, fazer a diferença e tornar a sua vida um pouco mais fácil, além de trabalhar muito, engolir sapos, humilhações e etc, é muito bom ser humilde e educado. Bem, hoje nós ganhamos uma hora então eu vou aproveitar para lavar roupa na lavanderia e depois dormir.
Até mais marujos!
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Um comentário:
Bacana! Acidente é a maior dureza! também Trabalhei com oR.Siu ... legal
Importante mesmo é ter um pouco de sorte... compreendemos que Deus ajuda... no sinfonia passei por sufoco puro ... muito "FDP" vi se lascar por lá. Estarei em breve no Musica ROOM SERVICE, seg. contratcto... que Deus ajude sempre os sérios e hunildes como você AMén !
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