domingo, 2 de novembro de 2008

Igor nas terras do Senhor – 24º dia – 20h31 brasil, 01h31 local Haifa indo para Limassol, Israel

Olá marujos!

Hoje começou todo o esquema de verdade do pessoal de Irael que começou a embarcar. Na real, os passageiros são sussegados, gente bonissimas e não, não há nenhuma mulher de burca no navio.

No buffet os cozinheiros novos, todos indianos, ficaram batendo cabeça toda hora, o que um mandava o outro desmandava e assim ia e foi indo até que foi. O pessoal de Israel adora salada, se bem que vitela e ovo frito somem na mão deles também.

Na folga do buffet para o restaurante eu desci em Haifa e liguei para minha família e para a Aninha. Estou morrendo de saudades dela e aqui em Israel, todas as meninas lembram muito ela, principalmente os olhos. Todas tem olhos muito bonitos e marcados a lápis preto o que faz delas uma beleza exótica.

Para os meninos, alegrem-se, pois apesar delas não usarem nada indecente, elas tem roupas bem marcantes, e ao contrário de todas as européias, as israelitas TÊM bunda, muitas delas parecem legitimamente brasileiras neste quesito.

Descendo em Haifa, quer dizer, antes de passar por um milhão de guardas de fuzil pendurado no pescoço, duas revistas, 4 vezes pelo dector de metais e com a carteirinha de passe que você tira no navio em mãos, segui para a direita para encontrar um jardim que segundo uma passageira de Jerusalém, fica perto do porto.

Perguntando para os guardas descobri que seria por volta de 40 minutos de caminhada ou poderia pegar um ônibus. O problema do ônibus é que você precisa converter dólares para a moeda deles e eu não estava a fim. Logo que desci em terra começou a chover e aí peguei chuva mesmo. Achei melhor.

Desceu comigo eu e o Israel (que é brasileiro) e fomos indo para o leste até ncontrar algo. Confesso que não achamos nada de jardins, mas achamos algumas indicações interessantes. Por exemplo: com um carro e seguindo reto seria possívelk chgar em Tel Aviv.

Teve um pessoal que pagou um taxi e foi até Jerusalém, mas segundo eles mesmos foi viagem perdida. São 3 horas de taxi ou ônibus e em Jerusalém ontem (dia 15) é feriado então não se podia fazer nada. Mas segundo os moleques a cidade é mais bonita que Haifa.

Haifa é uma cidade feia diga-se de passagem. Prédios destruídos. Casas demolidas. Muitas ruínas e lugares abandonados ao lado também de muitos prédios suntuosos e lojas de carro famosas como Jaguar, Mercedes, Dodge, Ford e etc. Em Haifa tem um prédio da MSC e os muleques que foram para outro lado acharam um McDonalds. Eu achei um MacDenis (sério!)

Ah, uma coisa legal. Para quem é da MSC e vai logo na lojinha Duty Free do porto tem desconto de no mínimo 25% dos itens da loja. Muito legal porque não precisa converter na moeda local também. Não comprei nada porque não tinha nada interessante para mim, mas como vamos passar mais 3 vezes aqui com certeza vou levar algo de Israel para casa.

No restaurante aconteceu uma coisa chata. Meu dia (noite na verdade) não foi muito legal. Por causa de toda a zona e tal do calor do trabalho, um velho fdp italiano acabou fazendo eu queimar a mão, fora que quando eu tava pegando mus pratos algum fdp pegou metade deles que estavam na bandeija e levaram e assim foi.

Deixa pra lá. Fiquei feliz porque Marabaya me disse que vai me ensinar passo a passo a como ser um garçom e que se eu estiver preparado, quando o Isveto chegar ele mesmo vai me indicar para garçom no Brasil. Ele quer que eu seja o melhor. E eu serei o melhor.

Por um acaso servir o pessoal israelita é menos complicado do que eu pensei, mas um pouco mais trabalhoso confesso. Como foi open sitting foi mais tranquilo, mas tinha horas que o bixo pegava. Neste cruzeiro tem muita gente com família, filho pequeno e etc, o que tem suas vantagens e desvantagens né?

Bom gente, o relógio adianta uma hora em Limassol então vou dormir. Hoje eu aprendi mais um pouco de indonesiano e hebreu. “Ma shalom rá” é “como vai você” em hebreu. Shalom é uma saudação, tipo um Namastê dos indianos sabe? Aliás por falar em indianos a grande parte que está aqui é cristã e não hindú, portanto eles não falam namastê. Bom agora fui.

Até mais marujos!

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