05h31 da tarde de Genova e 03h31 do Brasil
Nossa, ontem quando fomos pra Lan house, não consegui postar porque esqueci de salvar a extensão do Word correto, mas quando fomos embora de lá, meu Deus, quanta chuva. São Pedro tava lavando mesmo o céu... do centro de Genova até onde está o navio dá uns 15 minutos andando, e nós fomos correndo debaixo de muita muita chuva, entramos no navio encharcados.
Depois de um bom banho quente, juntamos uma galerinha, eu, Simone, Diana, Mistura, Fabio, Erick, Denis, Matheus e fomos pra laundry lavar nossas roupas. Sinceramente eu tenho usado sempre as mesmas roupas, pra não ficar desfazendo a mala porque vai dar o maior trabalho arrumar tudo de novo pra ir pro musica, então eu uso uma, lavo no dia seguinte se tiver muito suja e uso outra, e fico revezando entre 3 e 4. Dá menos trabalho. Mas juntamos umas coisas, calças jeans e outras coisas do pessoal pra lavar na laundry mas lá demora muito. Tem 3 maquinas de lavar e só 2 funcionam. 4 maquinas de secar e 3 funcionam. É tudo estranho pra mexer naquelas maquinas e tem uns filipinos que acho que trabalham lá mas ficam deitados no chão e não fazem nada e nem te ajudam. Fiz um filminho na câmera lá na laundry, ficou divertido, porque ficamos lá mais ou menos das 9h30 da noite as 1 da madrugada. E detalhe, as roupas não secaram. Pra secar ainda ia demorar pelo menos umas 2hr então a gente resolveu levar tudo pra cabine montar um monte de varalzinho e esticar por lá mesmo.
Lá na laundry ficamos conversando um tempo com um cubano, chamado Carlos, de 24 anos, todo maluco, ele é cabeleireiro no salão de beleza de passageiros, a gente ficou conversando com ele e a Diana disse que também era cabeleireira e ele ficou de ver se tinha alguma vaga lá. Seria muito legal pra ela. Ele ficou contando pra gente que com o navio em Dry Doc ele não tem nada pra fazer e simplesmente sem avisar, pegou sua malinha, comprou uma passagem de trem para Milão e ficou 5 dias lá. Ligaram pra ele no primeiro dia perguntando onde ele estava e ele disse que estava em Genova mesmo (pq tripulante não pode ficar fora de onde esta o navio) e falaram que ele teria que voltar pra ajudar a carregar caixas e tal (porque quando o navio está em Dry Doc todo mundo trabalha na manutenção do navio, seja pra limpar peças do navio, consertar equipamentos, carregar caixas, trocar carpetes, etc) e ele simplesmente não voltou e ficou lá passeando 5 dias. E não deu em nada. Louco total!
Aqui a gente percebe que nada se pode mas tudo se faz. Não se fuma, não se bebe na cabine, isso é pura teoria... ontem mesmo chamaram a gente pra festa numa cabine (318, corredor F, eu acho!!!) que era praticamente um bar, tinha bexiga e gente que não acabava mais.
Falaram que estava tendo outra festa lá no mini golf, lá em cima, perto das piscinas e da parede de escalada. Mas essa não sei se rolou mesmo, mas estavam falando que sim.
O treinamento tem sido legal. Hoje carregamos bandejas com cumbucas de sopa cheias de água, a idéia era levar sem derrubar e se derrubar ia molhar todos nós. Eu levei a primeira vez com quatro pratos, e deu um certo medo porque parece que vai cair mesmo, mas é por pura insegurança, porque quando não tinha nada, eu sabia que não ia cair. Mesmo assim, com as cumbucas e a água a bandeja fica mais pesada. Depois carreguei com 6 e no final com 8, e ai já tava craque e confiante. É pesado sim, mas hoje nem senti dor alguma no braço. Como está chovendo estamos treinando no restaurante, o maior, que é o Galeone que fica no 5º andar e o menor se chama Covo e fica no 6º andar. O Buffet no 11º andar (acho que já falei isso).
Muitas coisas loucas acontecem por aqui. As pessoas ficam meio enlouquecidas, fazem algumas coisas que imaginei que acontecessem sim, mas não que fosse tão escancarado assim.
Ah, hoje aconteceu uma coisa até boba, mas que me deixou tão emocionada. O Armonia parou hoje aqui em Genova, algumas pessoas foram lá na hora do almoço para tentar entrar e conhecer mas como estava chovendo muito e eu estava com sono preferi ficar mesmo porque nem tava afim de chegar pingando de novo no navio, mas ninguém daqui conseguiu entrar lá no Armonia. Não foi liberado. Mas o que me deixou emocionada é que quando estávamos treinando no restaurante, o Jeff (mulekão) que fez o curso da Infinty com a gente (ele é um menino muito bonzinho, humilde, gente fina e foi o primeiro a embarcar) apareceu lá, puxa foi um negocio muito legal. A gente fez a festa com ele, e ele parece muito feliz e animado. Isso dá uma segurança boa de que as coisas podem ser realmente legais, mesmo com muito trabalho e tudo.
Aqui, o esquema é conhecer gente que faz as outras funções, claro que ainda não vi a proporção disso ainda, porque sei que isso vai ser muito maior lá no Musica quando o trabalho começar realmente, mas aqui já da pra se ver alguma coisa. Por exemplo: nós queríamos trocar nossas toalhas de banho, e o Jefferson que nos recepcionou quando chegamos e que acho que esta encarregado de resolver o que precisamos fica só enrolando, ele é gente boa, explica muita gente, mas é malandrão e enrola a gente, então o Fábio e o Denis são housekepeer (camareiros) e eles falaram que eles conseguem tudo. Pois é, já trocaram nossas toalhas, ele disse que consegue pano de chão, balde, consegue ate shampoo, sabonete, e touca de cabelo. Isso vai se tornar uma máfia!
Nossa cabine está uma loucura por causa das roupas que colocamos pra secar em varais improvisados com fita nas camas. Mais tarde vamos arrumar o quarto e o banheiro e depois só ficar de boa.
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