Olá marujos!
Hoje aconteceu uma coisa muito especial pela tarde. No meio do almoço, veio o Paulo, brasileiro, negão e homossexual, me contar que tinha uma menina desesperada no embarque atrás de mim. Adivinha quem era? A Aninha!
O movimento estava tranquilo então eu pedi 5 minutos para meu novo waiter que não é mais o Ioan e sim o Nello, italiano gente boa mas que também tem seus contras e fui até o Crew Office que é onde tava a concentração de gente nova que chegou de Bari.
Chegando lá eu vi minha gatona. Fique tão feliz que saí correndo e beijei ela com todo o amor que eu tinha no peito. Foi muito bom ver ela denovo. Fiquei ali com ela beijano e abraçando ela uns 5 minutinhos, depois voltei para o restaurante hiper feliz.
Acabando o sitting voltei a encontrar ela ainda no Crew Office. Ali guiei a maior galera até onde ficam os uniformes, a recepção, tentei mostrar para eles o Crew Bar, o Crew Mess e a Recepção. Sei que eles ainda não entenderam nada do navio mas sem problemas.
Levei minha gatona até minha cabine pra ela conhecer e ela me levou até a dela. Como eles estão sem cabines ainda ela está junto com mais 3 meninas em uma giga cabine de passageiros no 14 andar. Só para vocês terem uma idéia, o banheiro da cabine do 14º andar é do tamanho inteiro da minha cabine. Sério.
Cansado e destruído, mas feliz, fiquei com a aninha e com as roommates delas até dar o horário de trabalhar. A aninha me passou as cartas que o pessoal escreveu pra mim, minha mãe e a jujubinha em especial, e eu li com muito carinho, até chorei sem ninguém ver.
Combinamos de nos encontrar depois que acabasse o jantar. Geralmente num cruzeiro normal e em condições normais as 11h30 acabaria tudo. O problema é que no último sitting do jantar estão sentando só brasileiros e gente, atender os brasileiros está drenando minhas energias.
Funciona assim, todos reclamam que demora muito, em geral passou de 1h na mesa eles já chiam. Todos querem todos os pratos mas desistem no meio do caminho então fia uma pilha de pratos sobrando em que eu tenho que fazer 200 viagens com as bandeijas carregadas.
Estou agora na estação 29 que cuida de 5 mesas num total de 22 pessoas. É pior do que as 3 que eu cuidava antes por que com mais gente eu fazia menos viagens e a estação era mais perto. Agora além de ser mais longe eu faço muito mais viagens picadas. O único ponto positivo é que eu carrego menos pratos por viagem e portanto menos peso.
De qualquer modo, voltando ao assunto, combinei de depois da janta encontrar ela no quarto dela, mas quem disse que eu lembrava o número? 14031? 14081? Ainda fiquei 20 minutos entre o buffet e os corredores de todo o 14º andar prcurando algum som familiar mas nada.
O ruim é que como é adar de passageiro eu não posso tocar de 1 em 1 e perguntar. Se fosse aqui embaixo na ralé, sem problemas, eu acordava todo mundo mas porra. Aordar passageiro é warning na certa senão coisa pior.
Amanhã 7h00 eu tenho que estar de pé e isso está me matando. Como ela está no bufet ainda e café é tranquilão, vou ver se subo no buffet e anoto a porra do número da cabine dela. Todos do buffet e do restaurante eu conheço querem conhecê-la e eu estou ansioso para apresentar a todos.
Também tenho muito a mostrar pra ela do navio e das coisas que podem e não podem ser feitas. De algum modo eu queria poder falar com ela ainda hoje. Tentei ligar pro celular dela mas só dá ocupado. Tudo bem, pelo menos agora eu sei que ela está aqui comigo. Mesmo estando perto e longe ao mesmo tempo.
Gente, fui. Tenho que dormir urgentemente.
Até mais marujos!
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