1h09 da tarde de Genova e 09h09 do Brasil.
Ontem a noite, jantamos e as 7h30 o Jefferson (brasileiro e há 2 meses no navio) marcou reunião com a gente pra explicar alguns procedimentos e falar do horário do treinamento pros próximos dias. Então, o Crew Mess (restaurante pra tripulante) abre 6 da manhã para o café e fecha as 8h mas teríamos que estar prontos e de café tomados as 7h30 da manhã para começar o treinamento que pode ir até as 11 da manhã. Depois voltamos as 2h da tarde e ficamos até as 6h eu acho, e a noite é livre. Isso é claro, só porque o navio está parado e não tem passageiros.
Ah, quanto a comida, não achei ruim e nem mesmo a água. O macarrão é duro, o arroz sem tempero mas não faz com que a comida fique intragável como muitos disseram. Bebida lá, só água, que não tem na minha opinião gosto nenhum diferente.
Depois da reunião fomos até o centro de Genova. Alguns foram antes e nos encontramos lá, quando fui, foi só eu, o Roberto e o Bruno. Aqui só se aceita Euros. Nada de dólares. Andamos um pouco. É uma cidade antiga, velha, com ruas estreitas e rodeadas por prédios baixos também escuros e velhos. É diferente. Tirei algumas fotos, mas nada realmente importante. Bebemos uma coca-cola. Os meninos foram até a Lan House tentar fazer ligações. Tentei usar o cartão internacional que comprei no Brasil, mas não funcionou.
Voltamos pro navio, andamos um pouco pelo porto, ao lado de onde está o Sinfonia tem mais 4 navios. Um que está sendo construído que deduzimos ser um Costa pelo estilo. Um outro que é Moby alguma coisa, que tem a imagem do Piu-Piu, Frajola, Taz, etc. Um outro chamado Excelent e outro da MSC, o Melody.
Quando entramos no navio, resolvemos passear e conhece-lo por dentro, porque, sinceramente confesso, que quando se está dentro do navio e não se tem noção de tudo que ele é, não parece que você está nisso tudo, parece simplesmente um salão gigante de um hotel com corredores, mas daí você sobe, sobe, sobe, chega lá em cima, vê aquelas piscinas, vê toda aquela área muito linda e o mar na sua frente, aí sim...
Quando estava lá em cima, a Marcelle me ligou, falei um pouco com ela. E depois continuei passeando pelo navio. Fomos pro Crew Bar (bar dos tripulantes) e ficamos conversando um pouco por lá com algumas pessoas. Aqui tem gente de tudo quanto é tipo. Não parei pra conversar ainda com ninguém mas cumprimento todo mundo que passa do meu lado, em português, inglês e até italiano. Os indonesianos olham e mexem muito com a gente. É tudo realmente muito legal.
Fui dormir era quase meia noite, estava muito cansada. E capotei. Eram 3h30 da manhã eu pulo de susto na cama com meu celular tocando e depois de um tempo entre o susto e conseguir abrir o olho vi que era uma chamada da minha casa. Atendi, falei com minha mãe e meu pai. Amo vocês e estou bem!!!!
Hoje acordei 6h, me arrumei e fui tomar café da manhã. O café é ótimo. Pão, queijo, presunto, yorgut, sucrilhos, café, leite... entre outros que nem comi claro, como ovos cozidos, mexidos, bacon, arroz...
Precisa ver, o prato dos indonesianos de manhã. Imagina um prato de peão... daquele tamanho, só que só de arroz.
Fomos chamados para o treinamento 8h. Depois de um tempo completamente perdida neste navio conseguimos encontrar o restaurante no sexto andar. Lá o Sr. Michelli (não sei se é assim que escreve, mas é assim que se lê, é nome de mulher mesmo, mas ele é homem, e italiano, fala muito bem português, mora em SP e é Capitan Station) iniciou o treinamento com a gente. Conversou bastante, depois nos levou até a galley (cozinha) explicou onde coloca os itens sujos, lava as mãos após entrar lá para passar pela área limpa e pegar as bandejas e as comidas. Mostrou onde fica os pratos frios e os quentes. Depois fomos até o 11º. Andar, no Buffet.
No Buffet tive duas sensações... claro, sem saber como é o ritmo de trabalho porque isso eu ainda não sei, mas primeiro foi que trabalhar ali deve ser realmente gostoso porque é a área aberta e você tem possibilidade de ver a beleza da paisagem o tempo todo e ver o movimento dos passageiros, coisa que lá dentro nem é tão legal porque você fica confinado. Mas em compensação, Jesus Cristo, subir ate o 11º andar de escada, o que foi aquilo? Eu não tinha mais coração. Minha respiração ficou aceleradissima, isso porque eu subi tranqüila, sem correr.
Acho até que estou começando a compreender porque aqui se dói tanto as pernas. Claro que tem todas as horas de trabalho, mas alem disso, tudo que se faz se sobe e desce muita escada. MUITA MUITA MUITA ESCADA. SEM NOÇÃO DE ESCADA.
Outro comentário importante... aqui é realmente um labirinto muito gigante. Eu me perco o tempo todo e isso é desesperador. Teve uma hora que tava eu, a Diana, o Vinicius e mais uma pessoa que eu esqueci quem era procurando o restaurante de novo. E a gente não achava por nada. Aí tinha umas pessoas no corredor e eu parei pra perguntar. Tava eu tentando falar lá com o indonesiano e nem conseguia, e aí eu achei um brasileiro que começou a me explicar, quando eu olhei, eles tinham sumido e eu estava naquela escadaria sozinha...
Deu um nervoso. Realmente dá vontade de chorar. Aqui é tudo igual em todos os andares. Você não se encontra. Muito confuso. Sei lá como eu cheguei na cozinha do 6º andar entrei lá, fui cumprimentando os indonesianos e de repente dei de cara com a entrada do restaurante. Que felicidade encontrar todo mundo lá.
Fomos liberados 11h pra descansar e voltar agora as 2h15.Dei um cochilo que não sei se foi melhor ou pior porque eu me sinto cansada e meus olhos estão vermelhos e almocei (não gostei do almoço hoje!!). Me vou agora. Vou até um tiozão do cabelo branco tentar trocar meu euro pra eu comprar uma coca.
Ah, outra coisa boa pra contar. As coisas pra gente não são caras. Coca cola no Crew Bar – 70 centavos de euro. Um fardo com 6 águas de 1,5litro são 2,40 de euros. Não dá pra viver tão mal né?
Beijos pra todos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário