terça-feira, 10 de março de 2009

Segunda-feira, dia 16 de Fevereiro de 2009.

11h29 em Búzios.

Bom dia! Tenho algumas coisas pra contar mas nem sei se vai dar tempo porque estou esperando o Igor chegar pra gente ir até Buzios rapidinho pra comprar algumas coisas. Ele está fazendo side job mas já deve estar chegando.
Hoje faltam exatamente 30 dias pro cruzeiro de travessia. Que medo! Não sei bem o que esperar da Europa, principalmente trabalhando no restaurante. Mas que Deus me ajude.
Ah, nesses últimos dias aconteceram algumas coisas. Eu cheguei no meu nível mais alto de máfia. Haha.
Estava no final do café da manhã no Buffet, e precisei ir até o O’Leandro falar com o Igor, daí quando estava voltando pro Buffet, no elevador encontrei um carinha do restaurante com um carrinho gigante e cheio de potes de sorvetes. Aqueles potes de 5 litros sabe? Daí eu brinquei com ele que eu queria um, ele me deu. O mais engraçado é que eu estava brincando, imagina o que eu ia fazer com um pote de 5 litros de sorvete? Primeiro que nem dá pra esconder e depois como comer 5 litros de sorvete tão rápido pra não derreter. Mas ele mandou eu escolher o sabor e tudo. Nem acreditei. E só dava eu andando com um pote de sorvete escondido. Depois de levar pro Buffet e a macacada toda alvoroçada em cima do sorvete, trouxe pra cabine e coloquei num balde cheio de gelo. Foi legal.
Agora eu estou de novo no Le Maxim e com um waiter indonesiano, o Arifianto.

Já tenho uma coleção de waiters, se liga só:

Capitan Station que já foram meus waiter:

Giovanni, italiano gente boa, comigo pelo menos. Gosta bastante de mim e me elogia muito. Trabalhei 1 semana com ele.

Giuseppe, italiano, meio stressado mas bonzinho. Novinho e brincalhão, também gosta de mim. Trabalhei uns 3 dias com ele.

Alessandro, italiano, carente, precisa de atenção toda hora, senão ele fica bravo. Gosta bastante de mim e do Igor. Trabalhei umas 2 semanas com ele.

E os waiters:

Salvatore, italiano, novinho, folgado e prepotente. Trabalhei 1 dia com ele.

Sorin, eu pensei que fosse italiano mas o Igor me disse que ele é romeno e nem gosta de ser chamado de italiano. De pouca conversa e de trabalha de forma bem diferente dos outros. Ele é legal, mas não gostei do jeito que ele trabalha. Trabalhei 2 dias com ele.

Eka, indonésio. Bem na dele, não é de muita conversa. Tranquilo. Trabalhei com ele 1 dia.
Sudiarsa, indonésio, bonzinho. Bem rápido. Trabalhei com ele uns 5 dias.

Durohman, indonésio, muito bonzinho e muito rápido. Brincalhão. Trabalhei com ele 1 dia.

José Cabrera, hondurenho. Mais velho, já trabalha em navio há 18 anos. Desde 92 ele vem ao Brasil, isso quer dizer, desde que eu tinha meros 7 anos de idade e nem imaginava quanto a vida era dura. Gente boa ele. Trabalhei com ele durante umas 2 semanas.

Carol, brasileira, meio esnobe e folgada. Acha que porque é uma das poucas mulheres com cargo de waitress é mais do que os outros. É bem metida, acha que só ela sabe tudo. Trabalhei com ela 1 semana.

Jonny, hondurenho. Bem legal trabalhar com ele. Até agora, com certeza quem eu mais gostei. Me ensinava as coisas, me ajudava, não deixava eu pegar muito peso, era super justo, bonzinho. Falava que eu tinha que conversar com os passageiros também, as vezes ele ia levar as coisas na cozinha enquanto eu conversava com passageiro. Trabalhei com ele uns 8 dias.

Arifianto, indonésio. Atual waiter. Ele é meio de lua e reclama bastante. Não dá muito limite aos passageiros e aí tenho que ficar entrando na cozinha toda hora pra pegar mais um e mais um prato. Ele fala as coisas (em inglês) e sai andando. Se eu não entendo tento ir atrás dele mas ele sempre some e eu nunca sei o que fazer. Ele se perde nos pedidos constantemente. É complicado as vezes ler o mapa de pedidos dele porque eu nunca sei quem ele já serviu e o que eu tenho que pegar.

Que eu lembre foram esses. Não me recordo de mais ninguém.

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