domingo, 25 de janeiro de 2009

Terça-feira, dia 20 de Janeiro de 2009

12h02 em navegação rumo a Salvador (mais uma vez!)
Nossa 11 dias sem escrever. Na verdade por preguiça mesmo. Quando eu não saio, eu só quero saber de dormir. Tenho muito sono. Muitas e muitas coisas aconteceram nesses últimos dias. Lembra que eu tava no restaurante trabalhando sozinha com uma mesa? Então tudo mudou e várias vezes.
Muita gente está desembarcando, então me tiraram da mesa e me colocaram como assitente do Alessandro, ok. Foi bom. Ele por ser Capitan Station é meio folgado, eu tinha que fazer o meu trabalho e algumas vezes o dele tambem. Sinceramente nem me importava muito porque eu aprendia mais o que um waiter faz. No outro cruzeiro seguinte o primeiro dia fiquei de assistente dele, só que no dia seguinte uma senhora de uma das nossas mesas não gostou do atendimento dele, fez uma reclamação e pediu pra que fosse mudado o garçom, e então colocaram o Giuseppe que também é capitan station no lugar dele. Fiquei meio receosa porque no cruzeiro de réveillon ele estava trabalhando com o Jacinto e eu via o tempo todo ele entrando na cozinha gritando com ele, pegando os pratos na cozinha puto da vida. Mas foi muito bom trabalhar com ele, nós trabalhamos muito bem juntos. Ele foi super tranqüilo. Estavamos com 4 mesas. Uma de 9 pessoas, uma de 7, e duas de 4 pessoas. No final ele me elogiou muito e disse que em 1 mês eu estou pronta pra ser waitress. Fiquei super feliz. Nessa mesma semana o Paulo que é assistente de maitre (já falei dele nos posts anteriores, que ele me ajudava bastante e me elogiava muito também) foi transferido pro Opera. O que foi muito ruim, porque com certeza ele era o melhor dos assistentes de maitre. No mesmo dia, no lugar dele chegou um outro que eu sinceramente não recordo o nome agora, mas ele é muito parecido fisicamente com o Maitre. A gente brinca que ele é o irmão do maitre. Ele é muito legal também. Eu costumo conversar, falar bom dia, boa tarde, boa noite, brincar com todos os chefes, acho que por isso que ganho uma certa moral. Todos eles gostam de mim.
Mas voltando nas minhas mesas. Uns dois dias depois trabalhando com o Giuseppe, chegou uma leva gigantesca de hondurenhos e aí o Giuseppe saiu e entrou um waiter hondurenho, o José Luis Cabrera. Ele trabalha há 16 anos em navio. A primeira vez que veio de navio ao Brasil foi em 92, eu só tinha 7 anos, nem imaginava o que era isso ainda.
Foi tranqüilo trabalhar com ele também. De todas as mesas eu tive 2, com passageiros muito legais. Uma família de Curitiba, no segundo sitting e uma outra família no primeiro sitting.
No Buffet continua tudo igual como sempre. E eu tenho muita dificuldade de acordar. Está cada dia pior. Me sinto muito cansada de manhã.
Nesse ultimo Santos, eu desci, fui pra casa, e minha família estava lá mais uma vez e eu fiquei muito feliz por estar com eles. E principalmente por ver meus primos. Fui na praia com eles, brinquei muito com o Pedro e com a Bel. Estão lindos! Por algumas horas com eles, tive a sensação que tudo isso aqui não existia. Que minha vida era aquela ali que eu gostava tanto, de estar com eles, de viver daquela forma. Mas no final tem que ir embora e voltar pro navio, voltar pra essa vida.
Não estou reclamando, mesmo porque agora tudo está acontecendo da forma que eu queria. Estou no restaurante, tenho moral com todo mundo, trabalho super bem, enfim... mas é que no fundo não vejo a hora de voltar pra casa. Não sentir mais dores nas costas e dores nos pés.
Mas voltando ao assunto restaurante. Esse cruzeiro novo começou e o primeiro dia fiquei com meu waiter hondurenho. No dia seguinte no Buffet tinha uma lista dos nomes do pessoal que era do Buffet e foi pro restaurante que estavam voltando pro Buffet. E só o meu nome não estava lá. Nossa que alivio. Desci pra ver meu horário do restaurante quando olhei a tabela de horários quase morri do coração porque não tinha visto meu nome lá. Procurei pelo meu waiter e eu não estava mais como assistente dele. Putz! Aí vi meu nome lá, e novamente com a 1 mesa sozinha. Cara, que felicidade!
Cheguei mais cedo pra montar o set up das mesas, fazer tudo direitinho. Aí o Alessandro chamou um menino hondurenho que detalhe se chama NORMAN (achei o máximo!) e colocou ele como MEU ASSISTENTE! Aí foi demais pro meu coração.
No começo fiquei meio sem graça de mandar ele fazer as coisas, mas depois fluiu. Trabalhamos direitinho. Foi muito legal.
A mesa no primeiro sitting são duas famílias diferentes. A primeira é um casal com duas filhas pequenas e a outra é mais um casal com um filho e uma filha adolescentes. Foi bem tranqüilo. No segundo sitting o Alessandro me deu uma apavorada porque ele ficou falando que eram pessoas de dinheiro, que só pediam vinho, e que o atendimento era assim assim assado e ele no começo ficou lá (na verdade mais enchendo o saco) e ele perguntou se eu sabia abrir vinho, eu disse que sim mas tava com medo. Aí ele disse que se eu não abrir vinho não posso virar uma verdadeira “camareira” (= waitress). Ai pedi pra ele abrir o primeiro pra eu ver. Mas nem tive que abrir outro ainda bem. Mas hoje com certeza vou ter que abrir. Tudo bem, vamos que vamos!
Enfim. Foi tudo isso que aconteceu até agora.
Hoje encontrei a senhora que mora no meu prédio que joga baralho com meu pai, aqui no navio.
Ah, esqueci de contar, falaram que de 15 em 15 dias vai ter festa pra gente no Crew Mess. No último cruzeiro, tem um dia que nós ganhamos uma hora, porque em Salvador não tem horário de verão e entao deram festa, maior baladona, muito legal. E ontem também teve, mas nem fui porque estava com muita dor de cabeça.
Ontem o navio estava em Buzios e o Armonia estava lá também. A tarde fui lá no Armonia conhecer e visitar o pessoal que fez curso comigo que está lá. Vi a Marcia, o Kaique, a Rosana. Todo mundo por lá. Bem diferente o esquema de trabalho por lá.
Cansei de escrever. Estou com dor nas costas e um pouco de sono. Vou descansar.
Até!

Um comentário:

Anônimo disse...

Estar com vocês no Música foi muito, muito, muito especial. Um domingo inesquecível! Vocês estão lindos e a atenção e carinho que recebemos encheram nossos corações de felicidade.
Amamos vocês!
Ary,Caio, Arylce e Tomaz.